sábado, 23 de novembro de 2013

Literatura Comparada: resenha

CARVALHAL, Tania Franco. Literatura comparada. 2. ed. rev. e ampl. São Paulo: Ática, 1992. 94 p.
            Esta obra traz uma análise a cerca da literatura comparada, abordando desde seus primórdios - onde ainda não tinha como definido seu objeto de estudo – analisa seus usos e contribuições dentro da literatura, verificando se esta é um novo ramo ou a mesma literatura geral que já existia segundo seus principais críticos e idealizadores.
            Este livro é dividido em noventa e quatro páginas e sete capítulos, nos quais os cinco primeiros são teóricos e os dois últimos são relativos ao vocabulário e referências bibliográficas.
            Para iniciar sua abordagem sobre a literatura comparada, no primeiro capítulo discute-se o principio de tudo, como os crítico e historiadores abordavam este tema e até a que certo ponto esta poderia abranger. Faz um breve resumo sobre o surgimento desta em países como a Alemanha, França, Itália, Portugal referindo se ainda ao porque de ser chamada de Literatura Comparada e sua diferença segundo alguns críticos com a Literatura Geral.
            No segundo capítulo demonstra as contribuições de alguns críticos como Van Tieghem, Simon Jeune e Jean-Marie Carré para a literatura comparada e no Brasil referem se a Tasso da Silveira, quem apresentou esta com função de comparar uma obra ou um autor com obras ou autores estrangeiros, de um momento literário ou da literatura interna de um país a momentos ou a literaturas de outros países e diferente deste crítico a autora postula que não é apenas investigar no sentido periférico, mas sim que esta vai além e para isso utiliza do auxilio da investigação histórica e da reflexão como grande apoio para se alcançar os resultados esperados na literatura.
            Em um momento da historia parecia que os autores franceses recebiam todo o destaque na literatura por estes serem seus pioneiros e no terceiro capítulo traz a transformação deste cenário com o surgimento de autores como René Wellek que propõe o retorno à perspectiva e análise críticas de textos deixando de lado questões exteriores e apesar de se dizer que ele não trouxe exatamente nada de novo, mas seus estudos sobre o estruturalismo tradicionalista incentivaram novos críticos na busca do conhecimento.
            No quarto capítulo traz a literatura comparada auxiliada em sua elaboração pela teoria da literatura e esta auxilia não só o estudo ao elemento em si, mas em toda sua proporção e tudo o que forma seu contexto, pois esta está ligada a várias formas e expressões de arte. Tal forma de estudo não é uma simples recopilação de um texto já existente e sim a absorção e transformação do mesmo, segundo Júlia Kristeva este processo passa a ser compreendido como um processo natural e contínuo de reescrita de textos. Um texto ao se basear em outro os seus escritos se modificam e passam a ser parte de algo novo, de uma nova escrita.
            No quinto e último capítulo teórico a autora utiliza do Manifesto Antropofágico para exemplificar a colonização por parte dos europeus que centralizavam o comparativismo em suas mãos e dessa forma surgiu a extrema necessidade dessa desvinculação e interação com os outros país onde já se produziam estudos deste mesmo nível, uma vez que os estudos literários comparados não estão exclusivamente a serviço das literaturas nacionais e sim a serviço de todas formas literárias, demarcando sua evolução, fazendo crítica e apontando sua historicidade e seus fenômenos. Em síntese pode se dizer que com o passar de todos esses anos o comparativismo deixou de ser o simples confronto entre duas obras para contribuir para a elucidação de questões literárias que exijam perspectivas mais amplas em diferentes contextos literários, atingindo novos horizontes do conhecimento.
            No sexto e sétimo capitulo ela traz respectivamente um vocabulário crítico com termos utilizados no campo literário e cada biografia com um pequeno comentário que fora utilizado para a elaboração e produção deste livro.
            Ao concluir a leitura deste livro pode se observar que sua abordagem vem com o intuito de clarear todo o conceito que se tenha sobre a literatura comparada. Apresenta desde seu surgimento, seus pioneiros até os movimentos que a influenciaram e deixa claro que sua função não é a de simplesmente comparar, mas sim analisar e transformar a este através de sua ligação com a arte. 
            A obra é indicada para graduandos, professores e demais interessados no estudo da literatura comparada podendo ser manejada com uma ferramenta auxiliadora em sua investigação, visando a literatura comparada desde seu surgimento e suas contribuições até os dias atuais.

            Tendo como autora desta obra Tania Franco Carvalhal, esta que é Doutora em Teoria da Literária e Literatura Comparada pela Universidade de São Paulo (USP), além disso, foi visiting professor no Departamento de Literatura Comparada da Universidade de Indiana, Bloomington (USA) em 1990, ministrando curso para o programa de pós-graduação e é professora titular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

2 comentários:

  1. Muito bom, amei seu post, preciso fazer um trabalho e vc me ajudou grandemente.
    Parabéns!!!

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  2. visite meu blog jessica, annapaullafrank26@gmail.com

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